1. O conhecimento narrativo e o lugar das histórias na
compreensão da experiência humana.
Quando falamos de
histórias de vida, incluímos naturalmente, experiências que nos marcaram quer
pela positiva quer pela negativa. Nesta viagem que é a vida, são vários os
acontecimentos que se desenrolam e que “escrevem” a nossa história pessoal.
Quando pensamos
nos acontecimentos na área da saúde que foram relevantes para a nossa história
referimos invariavelmente, quase sem muita reflexão: hospitalizações/cirurgias,
doenças anteriores/pessoais e familiares, pessoas significativas durante o
processo saúde-doença.
Somos um ser
biopsicossocial e espiritual, com todos estes domínios sempre em permanente
interação. Tal como as fábulas contêm uma moral no fim, as narrativas da nossa
vida também deveriam incluir uma moral. Deveríamos incluir uma reflexão sobre cada
“ocorrência” para que possamos aprender com as nossas experiências.
A reflexão por
der feita de diversas formas como nos dá conta Pineau, através da escrita
biográfica, autobiográfica e relatos de vida. Estas ferramentas são uteis para
a autoformação e autoconhecimento.
Nesta sessão em
particular observámos o relato da história de vida de Nick Vujicic, um homem de
32 anos que nascem sem membros. Este relato sobre a sua história de vida,
faz-nos refletir também sobre a nossa história. Esta reflexão será feita sob a
forma de resposta a um conjunto de questões propostas.
1. O que é que
esta história me diz?
R.: É uma história de motivação, força e esperança.
Leva-nos a pensar sobre as nossas limitações e como é que as podemos
ultrapassar. “If
God can use a man without arms and legs to be His hands and feet, then He will
certainly use any willing heart!” (Nick).
2. Quais as minhas
limitações?
R.: As limitações não tem de ser necessariamente a
nível físico. Estas podem ser a nível mental, social, cultural, espiritual.
Físicas- joelho esquerdo;
Mentais- pouco capacidade de concentração
Estas são algumas das limitações que considero mais
relevantes pois são as que afetam mais o meu quotidiano.
3. Como lido com
elas?
R.: Para melhorar os meus níveis de concentração
procuro um ambiente que seja propício para o meu processo de aprendizagem,
livre de distrações, sendo que a auto motivação é outros dos recursos que
utilizo bastante. A nível físico devido a problemas no joelho esquerdo teve que
moderar a intensidade e frequência da prática de exercício físico. Embora eu
consiga enumerar algumas soluções para as ultrapassar, nem sempre as consigo
cumprir como gostaria.
4. Como é que as
minhas limitações interferem com a minha relação com os outros?
R.: As minhas limitações não interferem diretamente na
minha relação com outros (na minha perspetiva).
5. Como imagino
usar as aprendizagens deste filme num futuro próximo, por exemplo, em ensino
clínico?
R.: Este filme é um grade incentivo. Mostra-nos que
mesmo com limitações podemos realizar as mais diversas atividades, basta
acreditarmos, sermos nós próprios e termos força de vontade acima de tudo. Em
ensino clínico muitas vezes somos confrontados com situações complicadas de
gerir quer a nível físico, quer a nível emocional e cognitivo. Com a
consciência das nossas limitações e com estratégias para as minimizar será mais
fácil lidar com elas e não deixar que estas nos afetem no dia-a-dia.
6. Eu também tenho
histórias de superação? Quais? O que ensinaram sobre mim? Como posso usar esse
conhecimento de mim para me tornar uma pessoa melhor?
R.: As minhas histórias de superação prendem-se mais
com resultados a nível escolar. Muitas vezes pensei que não ia ser capaz de ter
boa nota num teste, ou que não conseguia ter nota positiva. Estes
acontecimentos serviram para que num futuro próximo preparasse antecipadamente
o meu estudo para que as mesmas situações de ansiedade e frustração não se
voltassem a manifestar.
| imagem retirada de : http://englishlife.uz/wp-content/uploads/2014/09/nick_vujicic.jpg |
Sem comentários:
Enviar um comentário