1. O enfermeiro na
relação com o cliente/com os outros
Filme – “ Hable com ella”
Este filme
permitiu-me ter uma outra perspetiva sobre a dimensão do ato de cuidar. Benigno
um enfermeiro apaixonado pela sua profissão, um dia apaixona-se por Alicia, uma
rapariga que vai ser alvo dos seus cuidados. Ele cuida de dela com toda a
habilidade e excelência, satisfazendo todas as suas necessidades. Benigno
envolveu-se demasiado, nos cuidados, não conseguiu ter a distância emocional
necessária para os prestar. Eis que o inesperado acontece e Benigno viola
Alicia. Toda a dignidade e discernimento que ele possuía foi colocado em causa
após este ato desumano.
A interpretação que faço deste ato é que só uma
pessoa com algum desequilíbrio o poderia fazer. Tendo em conta que Benigno teve
delírios pode-se depreender que tinha algum distúrbio psiquiátrico.
A relação com os outros e do agir como enfermeiro
ficou bastante comprometida.
A título de exemplo este filme serve para que
possamos compreender a necessidade de prestarmos cuidados de excelência para
que o cliente possa satisfazer todas as suas necessidades mas mantendo sempre a
distância emocional necessária para que estes não estejam comprometidos.
O princípio do respeito, da dignidade e da
beneficência até certo ponto foram respeitados, até ao momento em que Benigno
violou Alicia.
A relação com o outro:
A relação com outro é sempre afetada pelos nossos
referenciais bem como os referenciais do outro. É na relação que o ser se
constrói, se desenvolve.
Reconhecer que há valores, princípios e necessidades que têm
de ser ter em conta é o primeiro passo para uma relação de sucesso.
O ambiente onde se desenvolve a relação deve ter uma
atmosfera própria para que a relação se estabeleça de forma ordeira e correta.
“O
processo de cuidar inicia-se no ir ao
encontro do outro – tecer laços de confiança, estar atento e colher dados
para saber o que é mais significativo para a pessoa na situação particular, não
se centrando na afecção física que ela apresenta (COLLIÈRE, 1996; HESBEEN,
1999); saber prever e responder às questões e necessidades do utente,
reconhecendo e interpretando os sinais de uma necessidade ou inquietação.”
O enfermeiro precisa de ter um corpo de
conhecimentos sólidos sobre a pratica de enfermagem no entanto esta
aprendizagem nunca está completa. O enfermeiro deve ser competente, ter
criatividade, ser capaz de ouvir, de comunicar com o outro.
| imagem retirada de: http://pics.filmaffinity.com/Hable_con_ella-242958224-large.jpg |
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