Sessões 13,14 e 15




     1.   O enfermeiro na relação com o cliente/com os outros

Filme – “ Hable com ella”
 Este filme permitiu-me ter uma outra perspetiva sobre a dimensão do ato de cuidar. Benigno um enfermeiro apaixonado pela sua profissão, um dia apaixona-se por Alicia, uma rapariga que vai ser alvo dos seus cuidados. Ele cuida de dela com toda a habilidade e excelência, satisfazendo todas as suas necessidades. Benigno envolveu-se demasiado, nos cuidados, não conseguiu ter a distância emocional necessária para os prestar. Eis que o inesperado acontece e Benigno viola Alicia. Toda a dignidade e discernimento que ele possuía foi colocado em causa após este ato desumano.
A interpretação que faço deste ato é que só uma pessoa com algum desequilíbrio o poderia fazer. Tendo em conta que Benigno teve delírios pode-se depreender que tinha algum distúrbio psiquiátrico.
A relação com os outros e do agir como enfermeiro ficou bastante comprometida.
A título de exemplo este filme serve para que possamos compreender a necessidade de prestarmos cuidados de excelência para que o cliente possa satisfazer todas as suas necessidades mas mantendo sempre a distância emocional necessária para que estes não estejam comprometidos.
O princípio do respeito, da dignidade e da beneficência até certo ponto foram respeitados, até ao momento em que Benigno violou Alicia.

A relação com o outro:

A relação com outro é sempre afetada pelos nossos referenciais bem como os referenciais do outro. É na relação que o ser se constrói, se desenvolve.
Reconhecer que há valores, princípios e necessidades que têm de ser ter em conta é o primeiro passo para uma relação de sucesso.
O ambiente onde se desenvolve a relação deve ter uma atmosfera própria para que a relação se estabeleça de forma ordeira e correta.
 O processo de cuidar inicia-se no ir ao encontro do outro – tecer laços de confiança, estar atento e colher dados para saber o que é mais significativo para a pessoa na situação particular, não se centrando na afecção física que ela apresenta (COLLIÈRE, 1996; HESBEEN, 1999); saber prever e responder às questões e necessidades do utente, reconhecendo e interpretando os sinais de uma necessidade ou inquietação.”

O enfermeiro precisa de ter um corpo de conhecimentos sólidos sobre a pratica de enfermagem no entanto esta aprendizagem nunca está completa. O enfermeiro deve ser competente, ter criatividade, ser capaz de ouvir, de comunicar com o outro. 


imagem retirada de: http://pics.filmaffinity.com/Hable_con_ella-242958224-large.jpg



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